terça-feira, 19 de setembro de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 19 de setembro de 2017)


VESTAL EM CASA DE TOLERÂNCIA

Lula nunca soube o que se passava na Petrobras do Petrolão ou no Congresso do Mensalão, tampouco tomou conhecimento de atos de corrupção realizados por membros graduados do partido do qual é criador, presidente de honra – título que embute certa ironia – e mandatário perpétuo. Sequer foi informado do que ocorria nos gabinetes e corredores de estatais e ministérios comandados por gente de sua confiança, nomeada por ele e que, supostamente, estava ali para cumprir suas diretrizes e lhe prestar contas.

sábado, 9 de setembro de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 10 de setembro de 2017)


Turma da pesada: Edison Lobão, Renan Calheiros, 
Delcídio do Amaral, José Sarney e Romero Jucá 
com Lula nos velhos e maus tempos

PIOR DO QUE ESTAVA NÃO FICARÁ

Enquanto Lula, sempre embriagado de delírios, considera-se o maior governante do Brasil em todos os tempos, o PMDB pode se orgulhar – nesse caso, apoiado em fatos concretos – de ter estado no poder desde sempre. Houvesse um governo e um congresso quando as caravelas da frota de Cabral foram avistadas pelos índios, os integrantes do partido estariam à beira da praia ávidos por negociar bugigangas, pixulecos e cargos com o comandante da esquadra portuguesa.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 7 de setembro de 2017)


PACTO COM O SANGUE ALHEIO

O depoimento de Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro teve o impacto que se imaginava e que vinha provocando pesadelos em Lula e no resto da quadrilha desde que o nominado “Italiano” nas listas de propina se tornou inquilino de uma cela. No ponto mais contundente de suas revelações, Palocci afirmou que Lula tinha um “pacto de sangue” com Emilio Odebrecht. O pacotaço da propina incluiu um terreno para o Instituto Lula, o sítio em Atibaia e mais a bagatela de R$ 300 milhões para a viva alma muito viva desfrutar enquanto debochava da cara dos brasileiros decentes. “Lula sabia que se tratava de dinheiro sujo”, declarou o Italiano, incorrendo em uma obviedade, pois ninguém colocaria esta dinheirama à disposição sacrificando um patrimônio amealhado com o suor do próprio rosto.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 23 de agosto de 2017)


O DESESPERO DO USAIN BOLT DA LAVA JATO

É de se imaginar o desespero que abate a alma culpada do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Recordista absoluto de processos na Lava Jato, Cabral pode ser condenado a mais de 300 anos de cadeia, número inferior somente às penas recebidas por figuras lendárias do submundo como João Acácio Pereira da Costa, o “Bandido da Luz Vermelha” (351 anos) e Fernandinho Beira-Mar (320). Coisa de gente grande.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 16 de agosto de 2017)


O EXTERMINADOR SEM FUTURO

Riscos de linchamento moral nas redes sociais à parte, todos os brasileiros são livres para expressar sua opinião. Em uma democracia, pensamentos divergentes não são apenas permitidos, mas altamente desejáveis. Redes sociais abrigam pessoas de diferentes classes econômicas, níveis culturais, regiões, credos, etnias e estilos de vida. É natural, portanto, que as opiniões colidam e nem sempre se pautem pela lógica, pelo bom senso e pela compostura.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

CHINELAGEM É POUCO

O deputado Wladimir Costa, não satisfeito em tatuar no ombro o nome de Temer, abaixo da bandeira de um tremendamente envergonhado Brasil, fez questão de posar de regata, bermudas de calças jeans cortadas, pés descalços, uma lata de Skol na mão e o inconfundível semblante de bêbado de fim de linha. O retrato da chinelagem. Depois de o tatuador afirmar que utilizara henna, ou seja, a tatuagem não é definitiva e pode ser removida facilmente, o parlamentar vergonha alheia decidiu dar ao ato mais do que mundano um desfecho com o devido toque de falta de classe: "O tatuador tava (sic) mais bêbado do que eu." O legislativo brasileiro dispensa detratores, faz questão de se rebaixar sozinho.

sábado, 29 de julho de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 29 de julho de 2017)


A PETULÂNCIA DA JARARACA

Conhecido nas listas de propina como Brahma ou O Amigo, e autointitulado “Jararaca” – apesar de seu nome aludir a um molusco, e não a um réptil –, o ex-presidente Lula tem revelado uma petulância inacreditável para quem está enrolado até o pescoço, é réu em cinco processos e condenado em um por corrupção. Deveria seguir o velho ditado segundo o qual “em época de muda, passarinho não canta”. A sabedoria popular recomenda o silêncio diante de situações como a experimentada pela viva alma muito viva. Em vez disso, prefere seguir atacando o Judiciário, a imprensa e a lógica.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 21 de julho de 2017)


SENZALA MILIONÁRIA

Enquanto mobiliza seu exército de Brancaleone movido a imposto sindical para combater a reforma da Previdência, Lula mantém depósitos de R$ 9 milhões em planos de previdência do Banco do Brasil. Uma dinheirama que um humilde trabalhador, como ele sempre se proclamou  e mesmo os que chegam à Presidência , não consegue amealhar com o suor do próprio rosto.

terça-feira, 18 de julho de 2017

MAIA TRANQUILIZA TEMPORARIAMENTE OS BRASILEIROS


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu uma boa e uma má notícia aos brasileiros em entrevista à GloboNews. A boa: não sente qualquer “comichão” de alcançar a presidência da República neste momento. A má: “É obvio que chegar aonde cheguei já me coloca, daqui a duas, três eleições, como uma alternativa à Presidência”, ameaçou. O pai de Rodrigo, o ex-governador do Rio e atual vereador Cesar Maia, tratou de ampliar a advertência ao eleitorado ao afirmar que não crê na saída imediata de Michel Temer do cargo e que, portanto, seu filho não deve assumir “por enquanto”. Pai e filho, por sinal, são suspeitos de receber propina da Odebrecht.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

MARINA INTERROMPE A HIBERNAÇÃO PARA TIRAR UMA CASQUINHA


Marina Silva, reconhecida amante da natureza, costuma imitar o hábito de certas espécies animais, que no inverno tiram uma prolongada soneca durante a qual reduzem drasticamente as atividades do organismo para compensar a escassez de alimentos – não é o caso dos ursos que, ao contrário da lenda, embora durmam muito durante esta estação, não hibernam. A hibernação de Marina é bem mais prolongada, costuma durar quatro anos, entre uma disputa presidencial e outra, período no qual reduz drasticamente as atividades políticas para economizar energia e compensar a escassez de eleições.

BRAHMA, O Nº 1

Lula sempre se esforçou para ganhar um lugar de destaque na memória nacional. "Nunca antes na história deste país" tornou-se bordão da discurseira embriagada de poder. A ânsia por ocupar a pole position rendeu-lhe o apelido de Brahma em listas de propina. A alusão à propaganda de cerveja, além da piada óbvia, deveu-se ao fato de ele ser inegavelmente o chefe da maior quadrilha que já assaltou os cofres públicos, conforme esclareceu Léo Pinheiro, dono da OAS, em depoimento à Lava Jato. O juiz Sérgio Moro concedeu a Lula o privilégio que ele sempre reivindicou. Como nunca antes na história deste país, um ex-presidente é condenado por corrupção.

(Foto de Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 12 de julho de 2017)


O REINADO DO BAIXO CLERO

Em texto publicado na edição impressa de VEJA, e disponível aqui em sua coluna (Oswaldo Aranha, o insuperável número 2), cujos protagonistas são o próprio Aranha e Getúlio Vargas, Augusto Nunes definiu com precisão o rebaixamento político e moral do parlamento brasileiro nas últimas décadas. Ao citar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso  “Eu tive o privilégio de conviver com homens como Darcy Ribeiro, Roberto Campos, Afonso Arinos, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães e outras cabeças brilhantes” , Augusto comenta: “Todos os integrantes da lista de FHC tinham o status de cardeal. Mas também tinham mais de 70 anos. A morte dos últimos servidores da nação extinguiu o cardinalato. Hoje o Legislativo é governado pelo baixo clero”.

terça-feira, 11 de julho de 2017

IMAGEM GRANDIOSA DE UMA CENA MIÚDA

Tecnicamente, a imagem ao lado representa mais um belíssimo trabalho de André Dusek, consagrado fotógrafo do Estadão. O conteúdo é a mais perfeita definição de rasteirice da política brasileira. A turma da Narizinho ocupando a mesa do Senado, comendo da marmita e fazendo selfies é algo de que os brasileiros com vergonha na cara poderiam ter sido poupados. Além de uma agressão à democracia, trata-se da mais genuína chinelagem.


sábado, 8 de julho de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 6 de julho de 2017)


TEMER NÃO APRENDEU COM SAFADÃO

Depois de se complicar com uma conversa esquisita gravada na calada da noite por Joesley Safadão  o delator malandrinho mais premiado da história , o presidente Michel Temer deveria ter aprendido a se esquivar de encontros desaconselhados pelo bom senso. Não aprendeu. O papo fora da agenda oficial com Gilmar Mendes pode ter sido inocente, mas será difícil convencer os brasileiros atentos de que Temer estendeu sua jornada de trabalho para falar sobre a ampliação da biometria nas eleições do ano que vem — ainda mais com um ministro que irá participar de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal, caso a Câmara autorize o STF a dar seguimento à denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 1º de julho de 2017)


DELATOR SELETIVO E MALANDRINHO

Pressionado pelo Brasil que presta a entregar os membros mais graúdos da quadrilha que assaltou os cofres públicos durante mais de uma década — em vez de fingir que a corrupção no Brasil se resume a Michel Temer e Aécio Neves , Joesley Safadão insiste em bancar o esperto. O beneficiário da delação mais premiada da história segue tirando onda da cara dos brasileiros.
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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 28 de junho de 2017)


A CIRURGIA TERÁ DE SER RADICAL

Um mundo dominado por grandes corporações é tema recorrente no cinema e nos quadrinhos. A ideia de um planeta avassalado pela força do dinheiro sujo, embora assustadora, parecia exagero de roteirista, capaz de vicejar somente nas telas e nas páginas dos gibis. Mesmo os autores mais imaginativos jamais desenharam algo parecido com o que se desnuda hoje no Brasil.
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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 24 de junho de 2017)


O FIM DA PILANTRAGEM QUE COMPENSA

Os milhões de brasileiros que elegeram Fernando Collor em 1989 acreditavam que aquele rapaz destemido, apreciador de um Logan 12 anos, cujos ternos bem cortados e gravatas Hermès contrastavam com o linguajar de boteco de fim de linha, era o sujeito probo e implacável destinado a livrar o país da chaga da corrupção. Outros tantos milhões que levaram Luiz Inácio Lula da Silva à presidência 13 anos mais tarde estavam convictos de que não apenas o Brasil passaria a correr nos trilhos da honestidade como, agora sim, estavam diante do homem providencial.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 20 de junho de 2017)


LULA MERECE OS HOLOFOTES

Com o encerramento do prazo para a entrega das alegações finais da defesa às 23h59 desta terça-feira, poderá sair a qualquer momento a sentença do juiz Sérgio Moro condenando, ou não, o ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá. Embora a prisão não vá ser decretada antes de uma decisão em segunda instância, ainda caibam recursos e este seja só um dos processos que ameaçam Lula, trata-se de um fato histórico da maior relevância. Mesmo assim, tem sido relegado ao segundo plano nos noticiários e nas sempre tão atentas redes sociais.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 9 de junho de 2017)


UM DRIBLE NA LEI

No país dos pixulecos milionários, das chicanas políticas, gambiarras jurídicas e maracutaias de toda ordem, torna-se essencial expor as coisas como de fato são: a decisão do TSE de não cassar a chapa Dilma-Temer, antes de significar a vitória do Brasil que quer parar de bater-boca e voltar a crescer com estabilidade, representa o triunfo dos que acreditam que a lei foi feita para ser ajustada de acordo com a cara do réu.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 6 de junho de 2017)


NINGUÉM ROUBA A POLE DE LULA

A retomada do julgamento da chapa pelo TSE coloca na berlinda Michel Temer e – mas quem se importa com ela a estas alturas  Dilma Rousseff. Aécio Neves está todo enrolado e Sérgio Cabral se tornou réu em dez processos da Lava Jato, um recorde impressionante. Fora outros figurões engaiolados ou à espera das algemas.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 2 de junho de 2017)


MALFEITOR SOLTO DÁ NISSO

No aconchego da prisão domiciliar graças à complacência da Justiça com malfeitores graduados, José Dirceu sente-se à vontade para fazer ameaças e debochar da cara dos brasileiros decentes. “A coalizão golpista deu origem a um governo abarrotado de históricos corruptos”, afirmou em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo o homem que um dia comandou o PT, foi braço-direito de Lula durante o Mensalão, responde à acusação de ser sócio-fundador do Petrolão e continuou a engendrar manobras obscuras mesmo na cadeia.
PUBLICADO EM ZERO HORA
(31 de maio de 2017)


OS MÉRITOS DE RENATO

Renato Portaluppi é uma figura ímpar, não apenas na história do Grêmio, mas no mundo da bola e fora dele. A personalidade forte, o carisma, o senso de humor, o jeito meio marrento de ser – mas e daí? É o nosso marrento, ora! – somam-se a um currículo também único, de ídolo maior em campo a técnico pentacampeão da Copa do Brasil, para torná-lo merecedor de um apoio quase incondicional de boa parte dos gremistas.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 29 de maio de 2017)


A IRONIA DO 6 DE JUNHO

Está marcada para 6 de junho a retomada, pelo TSE, do julgamento da ação em que o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer. Como o presidente Michel Temer não parece disposto a renunciar, e tampouco o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, parece disposto a acolher um pedido de impeachment do aliado, o Dia D de Temer, quando seu destino político pode começar a ser inexoravelmente traçado, parece ser mesmo o próximo dia 6.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 26 de maio de 2017)


OS DELINQUENTES NÃO PODEM PREVALECER

Os brasileiros que prestam estão desiludidos, assustados, desanimados. A desilusão e o medo são naturais, não teria como ser de outra forma diante do apavorante noticiário de cada dia. Precisam, no entanto, revogar o desânimo para não permitir que delinquentes com ou sem causa, vagabundos contumazes, militantes a soldo de fontes pagadoras atoladas até o pescoço no pântano da corrupção, vítimas de lavagens cerebrais irreversíveis e bestas quadradas em geral tomem o país de assalto.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 23 de maio de 2017)


O PROCURADOR SE ACHA

Um ex-presidente e candidato a Messias é hoje a viva alma mais enrolada do país e está totalmente desmoralizado. A ex-presidenta inocenta entrou para a posteridade como protagonista de memes e clássicos do YouTube. O atual presidente encontra-se embretado. Um dos principais postulantes ao cargo nas últimas eleições, também. O presidente do Senado é alvo de dois inquéritos. O presidente da Câmara não possui cacife para falar grosso e é um desconhecido nacional. Os ministros do Supremo não exibem o desejável espírito de equipe, no qual as discordâncias são apenas de natureza técnica, e vivem trocando farpas no horário nobre.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 20 de maio de 2017)


VAI MELHORAR. MAS, ANTES, VAI PIORAR

A Lei de Murphy  “Tudo que pode dar errado, dará.”  acabou por originar incontáveis variações. Uma delas diz: “Vai melhorar. Mas, antes, ainda vai piorar”. A frase se encaixa perfeitamente na situação do Brasil. Haverá de sair de tudo isso uma nação mais ética, mais correta no modo de se fazer política e negócios, mais republicana. Por vias tortas, depuram-se as instituições que deveriam servir aos brasileiros, mas cujos integrantes não resistiram a cair na vida para subir na vida. Um paradoxo apenas gramatical, longe de apresentar qualquer contradição no país em que prevaleciam, no cotidiano dos poderosos, a esperteza lucrativa, a negociação malandra e o mais descarado roubo, ainda que camuflado por toda sorte de gambiarras jurídicas.