terça-feira, 1 de agosto de 2017
sábado, 29 de julho de 2017
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 29 de julho de 2017)
Conhecido nas listas de propina como Brahma ou O Amigo, e autointitulado “Jararaca” – apesar de seu nome aludir a um molusco, e não a um réptil –, o ex-presidente Lula tem revelado uma petulância inacreditável para quem está enrolado até o pescoço, é réu em cinco processos e condenado em um por corrupção. Deveria seguir o velho ditado segundo o qual “em época de muda, passarinho não canta”. A sabedoria popular recomenda o silêncio diante de situações como a experimentada pela viva alma muito viva. Em vez disso, prefere seguir atacando o Judiciário, a imprensa e a lógica.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 29 de julho de 2017)
A PETULÂNCIA DA JARARACA
sexta-feira, 21 de julho de 2017
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 21 de julho de 2017)
Enquanto mobiliza seu exército de Brancaleone movido a imposto sindical para combater a reforma da Previdência, Lula mantém depósitos de R$ 9 milhões em planos de previdência do Banco do Brasil. Uma dinheirama que um humilde trabalhador, como ele sempre se proclamou – e mesmo os que chegam à Presidência –, não consegue amealhar com o suor do próprio rosto.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 21 de julho de 2017)
SENZALA MILIONÁRIA
terça-feira, 18 de julho de 2017
MAIA TRANQUILIZA TEMPORARIAMENTE OS BRASILEIROS
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu uma boa e uma má notícia aos brasileiros em entrevista à GloboNews. A boa: não sente qualquer “comichão” de alcançar a presidência da República neste momento. A má: “É obvio que chegar aonde cheguei já me coloca, daqui a duas, três eleições, como uma alternativa à Presidência”, ameaçou. O pai de Rodrigo, o ex-governador do Rio e atual vereador Cesar Maia, tratou de ampliar a advertência ao eleitorado ao afirmar que não crê na saída imediata de Michel Temer do cargo e que, portanto, seu filho não deve assumir “por enquanto”. Pai e filho, por sinal, são suspeitos de receber propina da Odebrecht.
quinta-feira, 13 de julho de 2017
MARINA INTERROMPE A HIBERNAÇÃO PARA TIRAR UMA CASQUINHA
Marina Silva, reconhecida amante da natureza, costuma imitar o hábito de certas espécies animais, que no inverno tiram uma prolongada soneca durante a qual reduzem drasticamente as atividades do organismo para compensar a escassez de alimentos – não é o caso dos ursos que, ao contrário da lenda, embora durmam muito durante esta estação, não hibernam. A hibernação de Marina é bem mais prolongada, costuma durar quatro anos, entre uma disputa presidencial e outra, período no qual reduz drasticamente as atividades políticas para economizar energia e compensar a escassez de eleições.
BRAHMA, O Nº 1
(Foto de Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)
quarta-feira, 12 de julho de 2017
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 12 de julho de 2017)
Em texto publicado na edição impressa de VEJA, e disponível aqui em sua coluna (Oswaldo Aranha, o insuperável número 2), cujos protagonistas são o próprio Aranha e Getúlio Vargas, Augusto Nunes definiu com precisão o rebaixamento político e moral do parlamento brasileiro nas últimas décadas. Ao citar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – “Eu tive o privilégio de conviver com homens como Darcy Ribeiro, Roberto Campos, Afonso Arinos, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães e outras cabeças brilhantes” –, Augusto comenta: “Todos os integrantes da lista de FHC tinham o status de cardeal. Mas também tinham mais de 70 anos. A morte dos últimos servidores da nação extinguiu o cardinalato. Hoje o Legislativo é governado pelo baixo clero”.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 12 de julho de 2017)
O REINADO DO BAIXO CLERO
terça-feira, 11 de julho de 2017
IMAGEM GRANDIOSA DE UMA CENA MIÚDA
sábado, 8 de julho de 2017
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 6 de julho de 2017)
Depois de se complicar com uma conversa esquisita gravada na calada da noite por Joesley Safadão – o delator malandrinho mais premiado da história –, o presidente Michel Temer deveria ter aprendido a se esquivar de encontros desaconselhados pelo bom senso. Não aprendeu. O papo fora da agenda oficial com Gilmar Mendes pode ter sido inocente, mas será difícil convencer os brasileiros atentos de que Temer estendeu sua jornada de trabalho para falar sobre a ampliação da biometria nas eleições do ano que vem — ainda mais com um ministro que irá participar de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal, caso a Câmara autorize o STF a dar seguimento à denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 6 de julho de 2017)
TEMER NÃO APRENDEU COM SAFADÃO
sexta-feira, 7 de julho de 2017
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 1º de julho de 2017)
Pressionado pelo Brasil que presta a entregar os membros mais graúdos da quadrilha que assaltou os cofres públicos durante mais de uma década — em vez de fingir que a corrupção no Brasil se resume a Michel Temer e Aécio Neves –, Joesley Safadão insiste em bancar o esperto. O beneficiário da delação mais premiada da história segue tirando onda da cara dos brasileiros.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 1º de julho de 2017)
DELATOR SELETIVO E MALANDRINHO
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 28 de junho de 2017)
Um mundo dominado por grandes corporações é tema recorrente no cinema e nos quadrinhos. A ideia de um planeta avassalado pela força do dinheiro sujo, embora assustadora, parecia exagero de roteirista, capaz de vicejar somente nas telas e nas páginas dos gibis. Mesmo os autores mais imaginativos jamais desenharam algo parecido com o que se desnuda hoje no Brasil.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 28 de junho de 2017)
A CIRURGIA TERÁ DE SER RADICAL
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 24 de junho de 2017)
Os milhões de brasileiros que elegeram Fernando Collor em 1989 acreditavam que aquele rapaz destemido, apreciador de um Logan 12 anos, cujos ternos bem cortados e gravatas Hermès contrastavam com o linguajar de boteco de fim de linha, era o sujeito probo e implacável destinado a livrar o país da chaga da corrupção. Outros tantos milhões que levaram Luiz Inácio Lula da Silva à presidência 13 anos mais tarde estavam convictos de que não apenas o Brasil passaria a correr nos trilhos da honestidade como, agora sim, estavam diante do homem providencial.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 24 de junho de 2017)
O FIM DA PILANTRAGEM QUE COMPENSA
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 20 de junho de 2017)
Com o encerramento do prazo para a entrega das alegações finais da defesa às 23h59 desta terça-feira, poderá sair a qualquer momento a sentença do juiz Sérgio Moro condenando, ou não, o ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá. Embora a prisão não vá ser decretada antes de uma decisão em segunda instância, ainda caibam recursos e este seja só um dos processos que ameaçam Lula, trata-se de um fato histórico da maior relevância. Mesmo assim, tem sido relegado ao segundo plano nos noticiários e nas sempre tão atentas redes sociais.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 20 de junho de 2017)
LULA MERECE OS HOLOFOTES
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 9 de junho de 2017)
No país dos pixulecos milionários, das chicanas políticas, gambiarras jurídicas e maracutaias de toda ordem, torna-se essencial expor as coisas como de fato são: a decisão do TSE de não cassar a chapa Dilma-Temer, antes de significar a vitória do Brasil que quer parar de bater-boca e voltar a crescer com estabilidade, representa o triunfo dos que acreditam que a lei foi feita para ser ajustada de acordo com a cara do réu.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 9 de junho de 2017)
UM DRIBLE NA LEI
No país dos pixulecos milionários, das chicanas políticas, gambiarras jurídicas e maracutaias de toda ordem, torna-se essencial expor as coisas como de fato são: a decisão do TSE de não cassar a chapa Dilma-Temer, antes de significar a vitória do Brasil que quer parar de bater-boca e voltar a crescer com estabilidade, representa o triunfo dos que acreditam que a lei foi feita para ser ajustada de acordo com a cara do réu.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 6 de junho de 2017)
NINGUÉM ROUBA A POLE DE LULA
A retomada do julgamento da chapa pelo TSE coloca na berlinda Michel Temer e – mas quem se importa com ela a estas alturas – Dilma Rousseff. Aécio Neves está todo enrolado e Sérgio Cabral se tornou réu em dez processos da Lava Jato, um recorde impressionante. Fora outros figurões engaiolados ou à espera das algemas.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 6 de junho de 2017)
NINGUÉM ROUBA A POLE DE LULA
A retomada do julgamento da chapa pelo TSE coloca na berlinda Michel Temer e – mas quem se importa com ela a estas alturas – Dilma Rousseff. Aécio Neves está todo enrolado e Sérgio Cabral se tornou réu em dez processos da Lava Jato, um recorde impressionante. Fora outros figurões engaiolados ou à espera das algemas.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 2 de junho de 2017)
No aconchego da prisão domiciliar graças à complacência da Justiça com malfeitores graduados, José Dirceu sente-se à vontade para fazer ameaças e debochar da cara dos brasileiros decentes. “A coalizão golpista deu origem a um governo abarrotado de históricos corruptos”, afirmou em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo o homem que um dia comandou o PT, foi braço-direito de Lula durante o Mensalão, responde à acusação de ser sócio-fundador do Petrolão e continuou a engendrar manobras obscuras mesmo na cadeia.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 2 de junho de 2017)
MALFEITOR SOLTO DÁ NISSO
No aconchego da prisão domiciliar graças à complacência da Justiça com malfeitores graduados, José Dirceu sente-se à vontade para fazer ameaças e debochar da cara dos brasileiros decentes. “A coalizão golpista deu origem a um governo abarrotado de históricos corruptos”, afirmou em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo o homem que um dia comandou o PT, foi braço-direito de Lula durante o Mensalão, responde à acusação de ser sócio-fundador do Petrolão e continuou a engendrar manobras obscuras mesmo na cadeia.
PUBLICADO EM ZERO HORA
(31 de maio de 2017)
Renato Portaluppi é uma figura ímpar, não apenas na história do Grêmio, mas no mundo da bola e fora dele. A personalidade forte, o carisma, o senso de humor, o jeito meio marrento de ser – mas e daí? É o nosso marrento, ora! – somam-se a um currículo também único, de ídolo maior em campo a técnico pentacampeão da Copa do Brasil, para torná-lo merecedor de um apoio quase incondicional de boa parte dos gremistas.
(31 de maio de 2017)
OS MÉRITOS DE RENATO
Renato Portaluppi é uma figura ímpar, não apenas na história do Grêmio, mas no mundo da bola e fora dele. A personalidade forte, o carisma, o senso de humor, o jeito meio marrento de ser – mas e daí? É o nosso marrento, ora! – somam-se a um currículo também único, de ídolo maior em campo a técnico pentacampeão da Copa do Brasil, para torná-lo merecedor de um apoio quase incondicional de boa parte dos gremistas.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 29 de maio de 2017)
Está marcada para 6 de junho a retomada, pelo TSE, do julgamento da ação em que o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer. Como o presidente Michel Temer não parece disposto a renunciar, e tampouco o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, parece disposto a acolher um pedido de impeachment do aliado, o Dia D de Temer, quando seu destino político pode começar a ser inexoravelmente traçado, parece ser mesmo o próximo dia 6.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 29 de maio de 2017)
A IRONIA DO 6 DE JUNHO
Está marcada para 6 de junho a retomada, pelo TSE, do julgamento da ação em que o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer. Como o presidente Michel Temer não parece disposto a renunciar, e tampouco o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, parece disposto a acolher um pedido de impeachment do aliado, o Dia D de Temer, quando seu destino político pode começar a ser inexoravelmente traçado, parece ser mesmo o próximo dia 6.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 26 de maio de 2017)
OS DELINQUENTES NÃO PODEM PREVALECER
Os brasileiros que prestam estão desiludidos, assustados, desanimados. A desilusão e o medo são naturais, não teria como ser de outra forma diante do apavorante noticiário de cada dia. Precisam, no entanto, revogar o desânimo para não permitir que delinquentes com ou sem causa, vagabundos contumazes, militantes a soldo de fontes pagadoras atoladas até o pescoço no pântano da corrupção, vítimas de lavagens cerebrais irreversíveis e bestas quadradas em geral tomem o país de assalto.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 26 de maio de 2017)
OS DELINQUENTES NÃO PODEM PREVALECER
Os brasileiros que prestam estão desiludidos, assustados, desanimados. A desilusão e o medo são naturais, não teria como ser de outra forma diante do apavorante noticiário de cada dia. Precisam, no entanto, revogar o desânimo para não permitir que delinquentes com ou sem causa, vagabundos contumazes, militantes a soldo de fontes pagadoras atoladas até o pescoço no pântano da corrupção, vítimas de lavagens cerebrais irreversíveis e bestas quadradas em geral tomem o país de assalto.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 23 de maio de 2017)
Um ex-presidente e candidato a Messias é hoje a viva alma mais enrolada do país e está totalmente desmoralizado. A ex-presidenta inocenta entrou para a posteridade como protagonista de memes e clássicos do YouTube. O atual presidente encontra-se embretado. Um dos principais postulantes ao cargo nas últimas eleições, também. O presidente do Senado é alvo de dois inquéritos. O presidente da Câmara não possui cacife para falar grosso e é um desconhecido nacional. Os ministros do Supremo não exibem o desejável espírito de equipe, no qual as discordâncias são apenas de natureza técnica, e vivem trocando farpas no horário nobre.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 23 de maio de 2017)
O PROCURADOR SE ACHA
Um ex-presidente e candidato a Messias é hoje a viva alma mais enrolada do país e está totalmente desmoralizado. A ex-presidenta inocenta entrou para a posteridade como protagonista de memes e clássicos do YouTube. O atual presidente encontra-se embretado. Um dos principais postulantes ao cargo nas últimas eleições, também. O presidente do Senado é alvo de dois inquéritos. O presidente da Câmara não possui cacife para falar grosso e é um desconhecido nacional. Os ministros do Supremo não exibem o desejável espírito de equipe, no qual as discordâncias são apenas de natureza técnica, e vivem trocando farpas no horário nobre.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 20 de maio de 2017)
A Lei de Murphy – “Tudo que pode dar errado, dará.” – acabou por originar incontáveis variações. Uma delas diz: “Vai melhorar. Mas, antes, ainda vai piorar”. A frase se encaixa perfeitamente na situação do Brasil. Haverá de sair de tudo isso uma nação mais ética, mais correta no modo de se fazer política e negócios, mais republicana. Por vias tortas, depuram-se as instituições que deveriam servir aos brasileiros, mas cujos integrantes não resistiram a cair na vida para subir na vida. Um paradoxo apenas gramatical, longe de apresentar qualquer contradição no país em que prevaleciam, no cotidiano dos poderosos, a esperteza lucrativa, a negociação malandra e o mais descarado roubo, ainda que camuflado por toda sorte de gambiarras jurídicas.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 20 de maio de 2017)
VAI MELHORAR. MAS, ANTES, VAI PIORAR
A Lei de Murphy – “Tudo que pode dar errado, dará.” – acabou por originar incontáveis variações. Uma delas diz: “Vai melhorar. Mas, antes, ainda vai piorar”. A frase se encaixa perfeitamente na situação do Brasil. Haverá de sair de tudo isso uma nação mais ética, mais correta no modo de se fazer política e negócios, mais republicana. Por vias tortas, depuram-se as instituições que deveriam servir aos brasileiros, mas cujos integrantes não resistiram a cair na vida para subir na vida. Um paradoxo apenas gramatical, longe de apresentar qualquer contradição no país em que prevaleciam, no cotidiano dos poderosos, a esperteza lucrativa, a negociação malandra e o mais descarado roubo, ainda que camuflado por toda sorte de gambiarras jurídicas.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 18 de maio de 2017)
Os seguidores de seitas políticas, acostumados a simular revolta em função das “injustiças” cometidas contra o chefe – com a desfaçatez de um jogador malandro que mergulha na área para fingir ter sofrido pênalti –, e a cobrar tratamento idêntico a quem consideram estar do outro lado da contenda por eles inventada – ainda que Temer tenha sido escolhido e votado pelos petistas –, terão de criar novos argumentos. O Brasil decente jamais pregou justiça seletiva, tampouco alimenta bandidos de estimação.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 18 de maio de 2017)
O BRASIL DECENTE NÃO LIVRA NINGUÉM
Os seguidores de seitas políticas, acostumados a simular revolta em função das “injustiças” cometidas contra o chefe – com a desfaçatez de um jogador malandro que mergulha na área para fingir ter sofrido pênalti –, e a cobrar tratamento idêntico a quem consideram estar do outro lado da contenda por eles inventada – ainda que Temer tenha sido escolhido e votado pelos petistas –, terão de criar novos argumentos. O Brasil decente jamais pregou justiça seletiva, tampouco alimenta bandidos de estimação.
PUBLICADO EM VEJA.COM
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 17 de maio de 2017)
Advogado de defesa do ex-presidente senhor Luiz Inácio, Cristiano Zanin roubou a cena durante o depoimento da viva alma mais honesta do país ao juiz que conduz os processos da Operação Lava Jato. Se pretendia aparecer mais do que Lula e Sérgio Moro, Zanin atingiu seu objetivo. Ocorre que, para o bem e para o mal, advogados não podem ofuscar os clientes, não importa do que eles sejam acusados. Quando isso acontece, o cliente deveria abrir o olho. Cada interrupção arrogante do verborrágico causídico contribuiu apenas para o acusado parecer ainda mais culpado do que já é.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 17 de maio de 2017)
O ADVOGADO TEM A CARA DO CLIENTE
Advogado de defesa do ex-presidente senhor Luiz Inácio, Cristiano Zanin roubou a cena durante o depoimento da viva alma mais honesta do país ao juiz que conduz os processos da Operação Lava Jato. Se pretendia aparecer mais do que Lula e Sérgio Moro, Zanin atingiu seu objetivo. Ocorre que, para o bem e para o mal, advogados não podem ofuscar os clientes, não importa do que eles sejam acusados. Quando isso acontece, o cliente deveria abrir o olho. Cada interrupção arrogante do verborrágico causídico contribuiu apenas para o acusado parecer ainda mais culpado do que já é.
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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 14 de maio de 2017)
A imagem ao lado registra uma fala do agente do FBI Donald Ressler, personagem interpretado pelo ator canadense Diego Klattenhoff na série Black List. Poderia ser de outras séries e de incontáveis filmes, pois usar a esposa (ou o amigo, ou o colega de trabalho, ou o vizinho e demais variações) como bode expiatório depois que a pessoa já não tem mais como se defender é tema recorrente da ficção, tanto quando da vida real. Nenhum brasileiro decente engoliu o despudor do ex-presidente Lula ao adotar o abjeto expediente.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 14 de maio de 2017)
DISCURSEIRO DESRESPEITOSO
A imagem ao lado registra uma fala do agente do FBI Donald Ressler, personagem interpretado pelo ator canadense Diego Klattenhoff na série Black List. Poderia ser de outras séries e de incontáveis filmes, pois usar a esposa (ou o amigo, ou o colega de trabalho, ou o vizinho e demais variações) como bode expiatório depois que a pessoa já não tem mais como se defender é tema recorrente da ficção, tanto quando da vida real. Nenhum brasileiro decente engoliu o despudor do ex-presidente Lula ao adotar o abjeto expediente.
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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 10 de maio de 2017)
O primeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e o juiz Sérgio Moro foi o que se esperava que fosse: um exercício de paciência do condutor da Lava Jato e um exercício da cara de pau do ex-presidente. Nada de novo, o enrolador vocacional apenas reafirmou que não sabia o que todo brasileiro que quer saber sempre soube que ele sabia. O palavrório de palanque proferido durante o interrogatório de cinco horas foi capaz de convencer somente forasteiros de longínquas paragens, visitantes alienígenas e nativos alienados. A viva alma mais honesta do Brasil em todos os tempos declarou-se inocenta, o que vale tanto quanto uma cédula de três reais.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 10 de maio de 2017)
VIVA ALMA INOCENTA
O primeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e o juiz Sérgio Moro foi o que se esperava que fosse: um exercício de paciência do condutor da Lava Jato e um exercício da cara de pau do ex-presidente. Nada de novo, o enrolador vocacional apenas reafirmou que não sabia o que todo brasileiro que quer saber sempre soube que ele sabia. O palavrório de palanque proferido durante o interrogatório de cinco horas foi capaz de convencer somente forasteiros de longínquas paragens, visitantes alienígenas e nativos alienados. A viva alma mais honesta do Brasil em todos os tempos declarou-se inocenta, o que vale tanto quanto uma cédula de três reais.
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(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 4 de maio de 2017)
É natural que quem passou a vida interpretando se preocupe com o ângulo da câmera, sobretudo quando sabe que pode ser uma de suas últimas cenas fora das grades. Luiz Inácio Lula da Silva interpreta até hoje o operário humilde, embora não saiba o que é trabalho de verdade desde os anos 1970 e tenha passado longo período saboreando as delícias do ócio ideológico remunerado por fora. E tanto atuou que está quase convencido de ser o personagem que criou, assim como Zé Dirceu estava quase convencido de sua inocência quando foi cassado e preso em função do Mensalão.
(Meu texto na coluna de Augusto Nunes em 4 de maio de 2017)
O CANASTRÃO QUER SE LIVRAR DOS TOMATES
É natural que quem passou a vida interpretando se preocupe com o ângulo da câmera, sobretudo quando sabe que pode ser uma de suas últimas cenas fora das grades. Luiz Inácio Lula da Silva interpreta até hoje o operário humilde, embora não saiba o que é trabalho de verdade desde os anos 1970 e tenha passado longo período saboreando as delícias do ócio ideológico remunerado por fora. E tanto atuou que está quase convencido de ser o personagem que criou, assim como Zé Dirceu estava quase convencido de sua inocência quando foi cassado e preso em função do Mensalão.
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