Respeitemo-nos!
Só não é chocante o desrespeito a grassar nas ruas, botecos
e timelines nesta campanha eleitoral porque o tempo nos ensina a não esperar
muito das pessoas. Como diz aquela frase magistral, cuja autoria desconheço,
mas que ouvi pela primeira vez da amiga Françoise Techio, o ser humano é o pior
tipo de gente. Mas eu não quero falar de política aqui, não é o caso, tampouco
a paciência permite no momento. Quero falar de coisas, digamos, comezinhas.
Quem me acompanha com alguma atenção nas redes sociais
– sei lá por que alguém o faria – sabe o quanto, a despeito de ser rude
ocasionalmente – às vezes é conveniente manter a fama de mau –, jamais posei de
árbitro da moral alheia, mediador de gostos ou opiniões e, muito menos, julguei
alguém por suas opções ou orientações. Sempre fui assim na vida, e redes
sociais são que nem bebida alcoólica, somente dão vazão ao que no fundo sempre
se quis dizer ou fazer, são supostas justificativas para palavras e atitudes
que olho no olho, e sóbrios, jamais assumiríamos. Orgulho-me de poder afirmar
que nunca fiz ou falei algo que tivesse de desdizer no dia seguinte usando o
manjadíssimo pretexto do “eu havia bebido”. Não por não beber, mas por saber
administrar. Sim, eu havia bebido, mas fi-lo porque qui-lo, como diria o
tresloucado Jânio Quadros.
Custa-me, portanto, aceitar qualquer forma de
bullying, declarado ou disfarçado de outra coisa socialmente mais aceitável.
Por exemplo: há cerca de um ano e meio, talvez menos, tornei-me vegetariano, opção
motivada por variadas razões. Apenas mudei meus hábitos alimentares, não tentei
doutrinar ninguém, muito menos passei a dar discursos desagradáveis diante de
apreciadores de picanha malpassada. Tenho opiniões firmes a respeito disso,
como costumo ter a respeito de tudo, apenas não as saio declarando aos berros.
Justo seria esperar que, ao menos, deixassem-me em paz com minha opção, certo?
Errado. Há quem não possa perder uma mísera oportunidade. Seja pela necessidade
patológica de tentar ser engraçado sempre – o que nem o psicopata Coringa, do
Batman, consegue –, seja por arrogância mesmo.
Dizem que três coisas não se devem discutir: futebol,
política e religião. ” (Leia a continuação clicando no link abaixo).





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